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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Crianças hiperativas: como são e como agir com elas


                    Antes de qualquer comentário, é preciso definir o que é, de fato, hiperatividade, pois esse termo tem sido amplamente confundido com atividade pura e simples ou até com indisciplina:
                      É comum a qualquer criança ser ativa, às vezes, até em excesso. E isso é normal. Da mesma forma, é comum, principalmente na escola, crianças desinteressadas pela aula tornarem-se bagunceiras, o que caracteriza a indisciplina. Antes de classificar tudo isso como "hiperatividade", é preciso entender que a hiperatividade é caracterizada pela atividade ininterrupta, ou seja, o indivíduo está ativo vinte e quatro horas por dia, até mesmo dormindo (com sono agitado) e sua atividade chega à exaustão. E, apesar de exausto, ainda continua com a necessidade de estar em atividade, mesmo que o corpo já não agüente, a mente, continua em ação.
                A hiperatividade em si não é uma doença e', geralmente, um sintoma de algum distúrbio como TDAH, alguns tipos de DDA, TOC e outros distúrbios de aprendizagem ou comportamento. Sendo assim, temos vários ângulos a analisar: Quando uma criança é muito ativa, está sempre agitada, parecendo nunca cansar-se, deve-se verificar como ela dorme. Se tiver sono agitado, com ou sem pesadelos, dormir na cabeceira e acordar nos pés da cama, cair da cama ou ainda se tiver tiques, convulsões ou outro sintoma parecido, deverá ser encaminhada a um profissional (Pediatra, Terapeuta, Psiquiatra) apto a identificar seu distúrbio, trata-lo ou encaminhar a criança a um tratamento. Se o sono da criança for tranquilo, pode-se dizer que é uma criança aparentemente normal, então, tudo o que se deve fazer, é deixa-la a vontade para "gastar" toda a sua energia durante o dia e poder dormir e descansar tranqüila a noite.

                     Se essa criança estiver em idade escolar, deverá freqüentar uma escola que tenha bastante espaço para brincadeiras e também uma boa brinquedoteca. Se a criança ainda não estiver na escola, caberá aos pais leva-la a um parque público ou play ground do próprio prédio (quem mora em condomínios) e também comandarem brincadeiras instrutivas como teatro de fantoches por exemplo. É possível confeccionar bonecos simples junto com a criança e depois usa-los na encenação Isso a manterá ocupada por um bom tempo e será uma atividade educativa. Além disso, muitas outras atividades podem ser usadas, com boa vontade e paciência, os pais poderão criar muitas formas de entreter o filho.

                   No caso da indisciplina em crianças pequenas deve-se rever a educação dada, visto que a indisciplina e a má educação andam juntas. Se a indisciplina é na escola, deve-se analisar a quantidade de alunos indisciplinados. Se a classe toda tem bom comportamento e somente alguns alunos desobedecem, deve-se verificar o que ocorre com eles, poderá ser desde má educação até algum distúrbio. Na dúvida, deve-se encaminha-los a um Psicopedagogo, pois, nesse caso, é o profissional ideal para atende-los, verificar se têm distúrbios e/ou encaminha-los a outros profissionais para tratamento. Se a classe toda ou a grande maioria age de forma indisciplinada é bem provável que a aula esteja desinteressante, vazia ou tenha qualquer característica que esteja dispersando os alunos. Neste caso, a solução será tornar a aula mais atrativa. O professor, com interesse e criatividade, certamente, encontrará muitas maneiras para tornar sua aula dinâmica e interessante.
             Finalmente, no caso de uma hiperatividade exagerada, sem convulsões nem complicações noturnas, se for impossível controlar a criança, esta deverá ser encaminhada a um Multiterapeuta, que terá condições de identificar o distúrbio apresentado, trata-lo ou indicar outro profissional apto a isso. Crianças que apresentam convulsões, tiques ou outros sintomas parecidos deverão ser levadas a um Psiquiatra ou Neurologista. Na ausência desses profissionais, um Pediatra poderá ajudar.
                                                            Lou de Olivier
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Saiba como prevenir a obesidade infantil



                               Esteja alerta ao peso do bebê ou da criança. O excesso pode causar problemas de saúde. "Um adolescente obeso terá entre 70% e 80% de probabilidade de ser um adulto gordo", alerta o pediatra Nataniel Viuniski. Confira as dicas para equilibrar a alimentação do seu filho e garantir um futuro saudável.

                             Foi-se o tempo em que crianças fofinhas e rechonchudas eram sinônimo de saúde. Cada vez mais preocupados com o excesso de peso e obesidade entre os baixinhos, os especialistas afirmam que os mimos e elogios de hoje podem se tornar a preocupação de amanhã.
                          Pior ainda se os quilos teimam em permanecer na idade adulta. Para o pediatra e nutrólogo Nataniel Viuniski, de Caxias do Sul (RS), especialista em Obesidade Infantil e membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), uma criança gorda de dois anos tem o dobro de chances de crescer com o problema. “Com o passar dos anos, as possibilidades só tendem a aumentar. Um adolescente obeso, por exemplo, terá entre 70% e 80% de probabilidade de ser um adulto gordo. Por essa razão, quanto antes o mal for atacado, melhor”, enfatiza Nataniel.
Onze dicas que previnem esse mal:
1- Estenda ao máximo o período de aleitamento materno. Isso reduz o risco de obesidade por vários anos.
2- Ensine a criança a comer frutas, verduras e legumes. Mas dê o exemplo. De nada adianta tentar incutir neles o gosto por hotaliças, se ao pais não cultivam o hábito de come-las com prazer. “Eles devem servir de modelo”, orienta Léa Diamant.
3- Acostume os pequenos a fazer todas as refeições à mesa e nas horas certas e mantenha essa rotina.
4- Evite estocar guloseimas e refrigerantes em casa. A garotada não sabe resistir às tentações.
5- Não ofereça doces como prêmio por bom comportamento. Mas aceite negociações. “Se ela quer comer uma sobremesa calórica, diga que se comer a salada e os legumes durante a semana, vai ganhar uma fatia do pudim após o almoço de domingo”, sugere Léa.
6- Durante as refeições, não force a criança a comer. Se ela parou, parou.
7- Não mande salgadinhos industrializados, refrigerantes ou chocolates na lancheira. Opte por alimentos saudáveis: uma fruta e um pote de iogurte ou um sanduíche com um suco.
8- Invente programas que envolvam atividade física, de preferência ao ar livre. “Os pais devem estimular os filhos a jogar bola, brincar de esconde-esconde no prédio ou no quintal de casa. Na medida do possível, leva-los para caminhadas perto de casa ou a parques públicos, andar de bicicleta juntos”, lembra Nataniel Viuniski. “Só o fato de levar e buscar a criança a pé na escola, já auxilia na queima de gordura”, diz o médico.
9- Evite o mau exemplo. Nunca tome um refrigerante de 2 litros e proíba a bebida para a criança. Não esqueça que esse é um problema de família e não do seu filho. A mudança de hábitos alimentares deve servir para todos.
10- Não restrinja um tipo de alimento, mas sim a quantidade dele. Ou seja: não diga que ela nunca mais vai poder comer biscoito recheado. Vez ou outra, ofereça-lhe um ou dois biscoitos, informando-a que, como faz mal, é melhor não exagerar”, indica Silvana Martani.
11- Não espere a criança se tornar obesa, para procurar o médico. A qualquer sinal de sobrepeso, busque o pediatra para fazer uma investigação sobre sua saúde.


A obesidade e seus males


                       Quantas pessoas você já contou na rua acima do peso? Muitas não é mesmo? Pois bem, considerada uma doença por diversas entidades de saúde, a obesidade está presente em todas as partes do mundo e não para de crescer. O excesso de peso é a grande característica da obesidade que pode ter suas origens através da má-alimentação ou de um problema genético. Mas quando sabemos que uma pessoa é realmente obesa? Quantas pessoas estão acima peso no mundo? Como fazer para controlar e acabar com a obesidade? Todas essas perguntas serão respondidas abaixo.

                        Para saber se uma pessoa está acima ou abaixo do peso usa-se o método de IMC (Índice de Massa Corporal). Esse estudo é simples. Ele é calculado dividindo o peso do indivíduo em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. Ousimplesmente: kg/m². Se o cálculo do IMC for menor do que 18.5, o individuo está abaixo do peso. Se o resultado for entre 18.6 e 24.9 o peso está normal. Entre 25 e 29.9, a pessoa está acima do peso. Entre 30 e 39.9 é constatada a obesidade. Já acima de 40 é a obesidade mórbida, que pode levar uma pessoa à morte.

                       Segundo um estudo recente da OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 300 milhões de pessoas são obesas ou estão acima do peso ideal. Um número assustador, pois equivale a quase duas vezes a população do Brasil. O local que mais concentra obesos no globo é Nauru, uma pequena ilha localizada no Oceano Pacífico, com cerca de 80% de seus habitantes acima do peso. Outros países que sofrem ultimamente com a obesidade são os Estados Unidos e o Brasil.

                     Não é novidade os americanos terem um grande número de obesos, afinal de conta eles são os pais do “fast food”, onde se encaixam as lanchonetes McDonalds e Burger King. Os americanos se alimentam muito mal e a maioria é sedentária e não gosta de fazer atividades físicas, colaborando para o desenvolvimento da obesidade. Já os brasileiros também não têm uma alimentação 100% correta, mas é melhor do que os americanos. Mesmo com um cardápio mais variado em relação aos americanos, 10% da população nacional é obesa.

                Uma pessoa obesa sofre diversos problemas sociais e de saúde. Muitas vezes os obesos são vítimas de preconceito e de piadas ofensivas, que podem acarretar em problemas emocionais, como a depressão, por exemplo. Na parte física, além da gordura em excesso, a obesidade pode causar diabetes, apnéia durante o sono, câncer, hepatite, osteoporose, doenças cardiovasculares e diversos problemas cardíacos. Para combater a obesidade é importante fazer uma alimentação balanceada, iniciando uma dieta de redução calórica e sempre fazer uma atividade física e praticar algum tipo de esporte. Isso deixará a mente e o corpo sadios.
                                                                                         - por Guilherme Freitas

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Goiaba


                               A  goiaba é o fruto da goiabeira, árvore da espécie Psidium  guajava, da família Myrtaceae, nativa da América tropical e fácil de ser encontrada em todas as regiões do Brasil.
                               E entre as muitas outras frutas brasileiras, a goiaba é uma das mais populares no país, possui formatos diferentes, coloração da casca verde ao amarelo variando de acordo com a maturação da goiaba, sua polpa varia na coloração podendo ser branca, rosada ou vermelha e seu interior é preenchido por sementes.
A goiaba, seus nutriente e as calorias
                              A goiaba é uma fruta de grande valor nutritivo e de alto benefício ao organismo, pois contém grandes quantidades de vitamina A, B1, B2, C,  além de sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. Também é rica em licopeno, uma substância que pode ajudar a prevenir doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer como o da próstata. Em geral não possui muito açúcar e quase nenhuma  gordura, sendo assim indicada em qualquer tipo de dieta, principalmente aquelas para perder peso com saúde.
                             Cada 100 gramas de goiaba contém cerca de 69 kcal.
Os benefícios proporcionados pela goiaba
a) Tratamento de diarréias;
b) Ajuda a prevenir a acidez do estômago;
c) Cicatizante de feridas;
d) Retenção de líquidos;
e) Fortifica os ossos e os dentes;
f) Melhora  o aspecto da pele, retardando o envelhecimento;
g) Regula o aparelho digestivo;
h) Benéfica na redução do colesterol;
i) Auxilia no emagrecimento;
j) Dá maior resistência física;
k) Reduz os níveis de pressão arterial e de triglicérides;
l) Auxilia na prevenção de doenças cardíacas;
m) Eficiente em gargarejos, e no tratamento de infecções de boca e garganta;
n) Ajuda na cura de irritações vaginais;
o) Ajuda a fortalecer o sistema imunológico.
Curiosidades da goiaba
1. O consumo em excesso de goiaba  pode não ser muito bem recomendado para pessoas que tenham o aparelho digestivo delicado ou com problemas  de intestino preso;
2. Para não perder o sabor e seu valor nutritivo,  ela nao deve ser consumida muito verde ou muito madura;
3. Existe aproximadamente 2.800 espécies de goiaba;
4. Para fazer  com que o doce de goiaba branca em compota não escureça,  descasque as frutas sob água corrente ou dentro de uma bacia com água;
5. A ingestão de um pedaço de goiaba vermelha por dia pode reduzir consideravelmente os níveis de pressão arterial, do colesterol e triglicérides.
                              Seu período de safra vai de janeiro a maio, porém pode ser encontrada durante o ano todo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Figo


Originário da Região do Mediterrâneo, o figo, apresenta diferentes formatos e coloração.  Com expressivo teor de açúcar o figo é altamente energético é rico em fibras, também possui altos teores de Potássio, Cálcio e Ferro, contribuindo em beneficio da saúde óssea e dentes, auxiliando também na redução da fadiga mental.
Com grande concentração de vitamina C, o figo pode ser consumido em várias formas, frescos, em calda, secos, em combinação de diversos pratos, também em forma de suco e geléia.
figo fresco auxilia beneficamente no combate a inflamações do trato respiratório, pois possui propriedades expectorantes. Altamente calórico, o figo seco  é um alimento bastante apreciável por praticantes de esportes de alto desempenho aeróbico  com grande gasto calórico, por concentrar ter alto teor de energia.
As sementes de figo auxiliam beneficamente no estimulo doorganismo, atuando como suave laxante na regularização das funções intestinais.

sábado, 20 de novembro de 2010

Coco


                        É de conhecimento geral que o coco é utilizado com alimento em várias partes do mundo. O coco é rico em proteínas, vitaminas, gorduras, carboidratos e sais minerais. Segundo experiências realizadas nos Estados Unidos, o coco verde possui as mesmas propriedades do leite materno. No Havaí, as mães costumam alimentar os bebês com leite de coco. Por seu alto teor em sais minerais, o coco é recomendado na medicina popular para promover o desenvolvimento físico, além de ser largamente utilizado como remédio por suas propriedades medicinais. A polpa do coco amassada e transformada em pasta é utilizada em aplicações locais para o tratamento das hemorróidas, pois funciona como adstringente e cicatrizante. Alem disso, o coco é:
Antiinflamatório - A água e a polpa agem reduzindo as inflamações.
Aperiente - A polpa estimula o apetite.
Calmante - O leite de coco atua como sedativo leve.
Depurativo do sangue - A polpa comida regularmente desintoxica o sangue.
Diurético - A água atua como estimulante da função renal.
Febrífugo - A água e o leite reduzem a febre.
Mineralizante - A polpa tem essa propriedade por seu teor mineral.
Tônico - Se usado regularmente, fortalece o organismo.
Vermífugo - O leite de coco é usado principalmente contra as solitárias (tenífugo).
Diversos estudos publicados em periódicos médicos mostram que o coco, em várias de suas formas e componentes pode produzir uma larga escala de benefícios. Alguns deles são:
Tem efeito destrutivo em vírus causadores de influenza, herpes, sarampo, hepatite C, SARS (pneumonia asiática), AIDS e outras doenças infecciosas.
Tem efeito destrutivo na bactéria Heliobacter pilori, infeccções de garganta, urinárias, doenças gengivais etc. Tem efeito ainda em fungos e leveduras causadores de candidíase, micoses, freiras e outras infeccções.
Expulsa parasitas como solitárias, giárdia, piolhos e outros.
É fonte nutricional de energia rápida para o desempenho físico de atletas.
Reduz os sintomas associados à pancreatite.
Contribui para a remissão dos sintomas associados às doenças da vesícula biliar. Incrementa a digestão e o funcionamento intestinal.
O óleo de coco possui menos calorias que outros óleos vegetais.
Favorece a glândula tireóide.
Ajuda a reduzir os sintomas presentes na hiperplasia benígma da próstata.
Ajuda a reduzir as convulões epiléticas.
Não forma produtos danosos ou subprodutos perigosos quando submetido ao calor no cozimento em temperaturas corriqueiras, como outros óleos vegetais.
Promove a beleza e a saúde capilar.

O óleo de coco extra-virgem na cozinha

O óleo de coco conserva-se por longos períodos, sem necessidade de refrigeração ou da adição de produtos químicos.
Os óleos vegetais, principalmente os polinsaturados, como os da soja, milho, girassol, canola etc, sofrem alterações químicas e físicas que geram altos níveis de gordura trans no processo culinário. A vantagem das gorduras saturadas, como as do coco, porco e outras, é que são mais resistentes à oxidação e mais estáveis ao calor. A gordura da coco é de cadeia média, e ao contrário dos óleos polinsaturados, não deixa as células famintas, permitindo a entrada de insulina nas células.
O óleo de coco tem alto índice de ácido láurico, um poderoso antiinflamatório. Além disso, tem efeito cosmético, podendo ser aplicado nos cabelos como condicionador e sobre a pele para amenizar e reduzir as rugas existentes.

Fonte: Livro "O poder medicinal do coco e do óleo de coco extra virgem. Dr. Márcio Bontempo


Caqui


                            Fruta de sabor doce e agradável, contém vitamina A, B1 e B2, além de quantidade considerável de fibras que regulam as funções intestinais. É muito recomendado contra afecções do fígado, problemas intestinais, catarros da bexiga e as enfermidades das vias respiratórias. As pessoas que sofrem do estômago e que apresentam manifestações de acidez, dores ou câimbras, melhoram comendo 2 ou 3 caquis por dia .

Curiosidade


                    O caqui só deve ser lavado na hora de consumi-lo, caso contrário, azeda facilmente.


Propriedades Nutricionais


                    É boa fonte de Cálcio, Fósforo, Sódio. Possui também um bom teor de betácaroteno(provitamina A), que é um dos principais  antíoxidantes utilizados contra o envelhecimento.


Propriedades Medicinais


                    O caqui auxilia no funcionamento intestinal devido ao seu teor de fibras e, por ser rico em Betacaroteno, possui ação sobre os dentes, pele, olhos, unhas, cabelos e na defesa do organismo.
Valor Calórico   



                   100 gramas de caqui chocolate fornecem 74,4 calorias. Caqui japonês: 86,7 calorias. Caqui paulista: 62,1 calorias
 
Como Comprar

                   Na hora da compra, deve-se dar preferência a caquis sem rachaduras, firmes e de cor uniforme. 


Como Armazenar


                   Devem ser guardados em geladeira ou lugar fresco onde se conservam por até 5 dias. Mas o caqui só deve ser lavado na hora de ser consumido. Caso contrário, azeda com  facilidade.
Informações : Isaura Pinho Callari


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Postura correta é essencial

Endireite-se!

Quando o computador pode ser um inimigo



                                            Guto Seixas
Erros clássicos: cadeira imprópria e monitor abaixo da linha dos olhos

Nos últimos anos, as longas jornadas em frente do computador contribuíram para aumentar em muito o número de funcionários afastados por motivos de saúde. O livro O Corpo no Trabalho (157 páginas, Editora Senac, São Paulo), lançado pelo médico Primo A. Brandimiller, dá dicas de como evitar alguns dos problemas mais comuns em decorrência do uso do micro. O autor enfatiza que uma postura corporal correta e equipamentos e iluminação adequados são fundamentais para o conforto e o bem-estar no batente. Abaixo, alguns conselhos.

1. Monitor: os olhos devem ficar à altura da metade superior da tela. Dessa maneira, evitam-se dores e rigidez no pescoço e nos ombros. Mantenha-se a uma distância razoável do monitor, para não cansar demais a vista. E, se possível, saia da frente do computador a intervalos de cinqüenta minutos.

2. Mesa: não pode ser muito alta, caso contrário você força demais as articulações das mãos e dos braços. De preferência, ela deve ficar no mesmo plano dos apoios da cadeira.

3. Cadeira: um assento giratório evita torções exageradas no momento de realizar tarefas cotidianas, como atender ao telefone ou abrir a gaveta. É essencial que a cadeira tenha um encosto que permita que a coluna fique ereta e a região lombar bem encaixada. Quando sentado, procure manter os ombros relaxados e evite permanecer por mais de uma hora na mesma posição. Levantar, esticar as pernas, andar pelo escritório, espreguiçar-se – tudo isso ajuda a lubrificar as articulações e a melhorar a circulação.

4. Iluminação: assim como a falta de luz, a iluminação excessiva também prejudica os olhos. Preste atenção se a luz de sua sala não está provocando reflexos na tela do computador. Faz mal à visão.                                                
                                                                    Angela Nunes

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Apnéia


A apnéia do sono é uma desordem comum que pode ser muito séria. Durante apnéia do sono a respiração pára ou fica muito fraca quando a pessoa dorme. Cada pausa na respiração dura geralmente entre 10 a 20 segundos, ou mais. Essas pausas podem ocorrer de 20 a 30 vezes ou mais a cada hora.

O tipo mais comum de apnéia do sono é a obstrutiva. Durante o sono, ar suficiente não consegue ir para os pulmões através da boca e nariz, mesmo que a pessoa tente respirar. Quando isso acontece, a quantidade de oxigênio no sangue pode cair. A respiração normal então começa novamente com o ronco alto.

Quando o sono durante a noite é perturbado, a pessoa pode ficar bastante sonolenta durante o dia. Com apnéia do sono, a pessoa não tem um sono tranqüilo porque:
* Os rápidos episódios de apnéia ocorrem muitas vezes.
* A pessoa pode ter rápidas quedas de níveis de oxigênio no corpo.
* A pessoa vai do sono profundo para o superficial várias vezes durante a noite, resultando em queda na qualidade do sono.

Pessoas com apnéia do sono freqüentemente têm ronco alto. Porém, nem todas as pessoas que roncam têm apnéia.

Apnéia do sono sem tratamento pode elevar as chances de ter pressão alta, diabetes, acidentes no trânsito e trabalho e até ataque cardíaco e derrame.

 Causas da apnéia do sono

A apnéia do sono ocorre quando o ar suficiente não consegue ir até os pulmões quando se está dormindo. Quando a pessoa está acordada, e normalmente durante o sono, os músculos da garganta a mantém aberta e o ar flui até os pulmões. Porém, na apnéia obstrutiva do sono a garganta fecha por períodos curtos de tempo, causando pausas na respiração. Com essas pausas na respiração, o nível de oxigênio no organismo pode cair. Essa situação acontece se ocorrer uma das condições abaixo:
* Os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal.
* As amídalas e adenóides são grandes.
* A pessoa está acima do peso. Excesso de tecido mole na garganta dificultam mantê-la aberta.
* O formato da cabeça e pescoço resulta em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.

Apnéia central é um tipo raro de apnéia do sono que acontece quando a área do cérebro que controla a respiração não envia os sinais corretos para os músculos respiratórios. Então não há esforço para respirar por breves períodos. O ronco não é típico na apnéia central.

  Tratamento da apnéia do sono

O tratamento da apnéia do sono visa restaurar a respiração regular durante a noite e aliviar os sintomas como ronco alto e sonolência durante o dia. O tratamento também ajudará em problemas de saúde associados à apnéia do sono, como pressão alta e risco de ataque cardíaco e derrame. Algumas pessoas com apnéia do sono podem se beneficiar da cirurgia. O tipo de cirurgia depende da causa da apnéia do sono.


  Mudanças de hábitos

Pessoas com apnéia do sono devem algumas mudanças de hábitos, como:
* Evitar o consumo de álcool, fumo, e remédios para dormir.
* Emagrecer caso esteja acima do peso.
* Dormir de lado ao invés de bruços.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Higiene bucal do bebê

                                Além das indiscutíveis propriedades físicas, nutricionais e psicológicas do leite materno, a amamentação é importante para a saúde bucal do bebê. Mamando no peito, o bebê respira pelo nariz e é obrigado a morder, avançar e retrair a mandíbula. Isso propicia o correto desenvolvimento muscular e esquelético da face, possibilitando a obtenção de uma boa oclusão dentária

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                                         Os cuidados com a higiene bucal devem começar a partir do nascimento do bebê. No recém-nascido, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa para remover os resíduos de leite. Com o nascimento dos primeiros dentes (por volta dos 6 meses), a fralda deve ser substituída por uma dedeira. Aos 18 meses, com o nascimento dos primeiros molares decíduos, a higiene deverá ser realizada com uma escova dental infantil sem creme dental ou com um creme dental sem flúor. O creme dental fluoretado só deverá ser utilizado a partir dos 2 ou 3 anos de idade, quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso. 

                                         A cárie é uma doença transmissível. O Streptococcus mutans, bactéria causadora da cárie, pode ser transmitido da mãe para o filho pelo contato direto. Por isso, não se deve soprar a comida do bebê nem experimentá-la com o talher dele, pois é possível transmitir a ele essas bactérias.

                                         A primeira visita ao dentista deve ser feita ainda na gestação. O ideal é que a mãe faça uma consulta para receber as orientações necessárias para manter a correta saúde bucal do seu filho. Independentemente da consulta da gestação ter sido realizada, a primeira consulta do bebê deve ser por volta dos 6 meses, coincidindo com o nascimento do primeiro dente decíduo. Preferencialmente, a consulta deve ser realizada com o odontopediatra, pois é ele o profissional habilitado a fazer esse primeiro atendimento. 

                                         A cárie de mamadeira é uma cárie de desenvolvimento rápido (aguda), que provoca dor e dificuldade de alimentação, determinando perda de peso e de estatura. É provocada pela ingestão de líquidos açucarados na mamadeira, principalmente durante a noite, sem que seja feita a higiene bucal posterior.

                                         Quando for trocar a mamadeira pelo copo, e houver preocupação de o bebê não tomar mais leite a mãe deve ter alguns cuidados.Todo processo de remoção de hábitos deve ser lento e gradativo. Antes de remover a mamadeira, é necessário ter certeza de que seu filho sabe e gosta de tomar líquidos no copo. Para isso, primeiramente substitua apenas uma mamadeira pelo copo (geralmente, inicia-se pela mamadeira da tarde). Quando perceber que seu filho está tomando todos os 250 ml anteriormente oferecidos na madeira, no copo, substitua a mamadeira da manhã. No momento em que ele estiver ingerindo 500 ml de leite por dia no copo, a mamadeira da noite deverá ser substituída. Esse processo pode durar de 2 a 6 meses, dependendo da criança, por isso, o ideal é que ele seja iniciado um pouco antes dos 2 anos de idade. Para facilitar o processo, pode-se usar os copos com tampa, também chamados de copos de transição.

                                         Para remover a chupeta, deve-se reduzir o seu uso a cada dia. Comece utilizando-a moderadamente, somente quando a criança estiver adormecendo. Quando a criança dormir, lentamente, remova a chupeta da boca e guarde-a. Nunca deixe a chupeta em correntes penduradas no pescoço ou ao alcance da criança. É a mãe que deve administrar as horas de uso, e não a criança. Assim, cada dia ela usará a chupeta um pouco menos até reduzir completamente o seu uso, o que deve ocorrer por volta dos 2 anos de idade.
                                                                                                                     Dr. Caio Racy


domingo, 14 de novembro de 2010

Escovar os dentes evita doenças graves



              
    Um hábito corriqueiro como escovar os dentes pode prevenir doenças. Mas uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que mais da metade dos brasileiros não escova os dentes de forma correta. A falta de cuidado com a higiene bucal pode causar até infarto. A boca pode ser a porta de entrada para doenças graves, sem falar nos problemas de gengiva que a falta de higiene bucal pode causar. A perda do dente é uma das consequências.

                  Basta uma rotina de prevenção para ter dentes saudáveis, mas uma pesquisa do Ministério da Saúde revela que 58% dos brasileiros não limpam os dentes direito - só escovam de vez em quando, de maneira errada, ou nem tem escova em casa. É a realidade das áreas mais pobres de todo o país. Com o orçamento apertado e a falta de informação, se os adultos não tiveram o exemplo, eles não ensinam as crianças que também crescem sem o hábito da escovação. São gerações de brasileiros que têm doenças nos dentes e gengivas e nem sabem do risco.

                Em 24 horas sem escovar os dentes, as bactérias se multiplicam 250 vezes, sem sintomas. Não causam dor, mas podem provocar, além de cáries e inflamações, doenças como pneumonia e até infarto. "Quando há uma infecção, as células do organismo vão morrendo, as bactérias vão se fortalecendo e vão caindo na corrente sanguínea. Quando elas caem na corrente sanguínea, elas podem se alojar em algum órgão do corpo. Pode ser tanto o coração quanto qualquer órgão", explica a dentista Ilana Marques.

              "As pessoas que têm problemas cardíacos de válvulas estão mais suscetíveis, mas isso pode acontecer com qualquer paciente", alerta o dentista Breno Massimo. O Ministério da Saúde informou que vai distribuir este ano 40 milhões de escovas e pastas de dente. Os kits são para alunos de escolas públicas e pacientes atendidos pelo programa "Saúde bucal".

Fonte: Portal G1


Quem não escova os dentes tem 70% de risco de infarto


                      Higiene bucal menos de duas vezes ao dia faz chances de problemas cardíacos subirem
                                     Fazer a higiene bucal corretamente pode prevenir doenças cardíacas. Estudo da University College, de Londres, concluiu que pessoas que não escovam os dentes pelo menos duas vezes ao dia têm 70% a mais de risco de desenvolver problemas no coração.

                                  Foi a primeira vez que se comprovou que a frequência da escovação influencia nos riscos, embora, segundo o presidente da Associação Brasileira de Odontologia, Nylton Miranda, não seja novo que a falta de higiene bucal causa doenças.
                                “As bactérias da boca podem migrar pela corrente sanguínea para outros órgãos, inclusive para o coração. Se a boca tem feridas causadas por falta de higiene, com sangramento nas gengivas, o risco é ainda maior”, explica o dentista.

                                De acordo com Miranda, os detritos que se acumulam entre dentes e gengiva também são responsáveis pelo desenvolvimento de tumores.

                             “A cárie se forma e fica aquela irritação constante na boca, que, no futuro, pode virar um câncer”, alerta, ressaltando que a falta de cuidado com os dentes pode levar ainda a problemas gastrointestinais.

                             A pesquisa investigou a higiene oral de mais de 11 mil moradores da Escócia durante oito anos. Os participantes deram informações sobre hábitos de vida, como tabagismo, prática de exercícios físicos, idas ao dentista e histórico familiar.

                            Em oito anos, foram registrados 555 ‘eventos cardiovasculares’, dos quais 170 foram fatais. Levando em conta fatores que aumentam o risco de doenças cardíacas, pesquisadores descobriram que quem escova os dentes ao menos duas vezes ao dia têm menos chance de desenvolver problemas no coração.

                           O coordenador da Clínica de Odontologia da Universidade Veiga de Almeida, Alexandre Novis, lembra que, alguns anos atrás, uma pesquisa realizada em UTIs de hospitais públicos no Brasil identificou que pacientes internados por doenças cardíacas tinham mais placas bacterianas nos dentes do que os outros.

                        “Isso pode significar uma menor higiene bucal. Se você não escova os dentes corretamente, tem mais formação de placas”, esclarece Novis.
Nunca durma sem escovar
                      Segundo os especialistas, para manter os dentes limpos o ideal é escová-los de quatro a seis vezes por dia. De acordo com Alexandre Novis, o horário mais importante é antes de dormir.

                    “A saliva ajuda a lavar os dentes e manter o PH da boca. Quando a pessoa dorme, a taxa de salivação diminui. Por isso é importante manter os dentes protegidos com pasta de dente”, explica o profissional.

                    Nylton Miranda ressalta que crianças que comem muitas balas e doces devem ser orientadas pelos pais a escovar os dentes sempre depois de comer.

                  “Também é fundamental usar fio dental após a escovação para retirar resíduos”, destaca, lembrando que o recomendado é ir ao dentista a cada seis meses “ou se houver alguma alteração na boca, principalmente quem fuma”, conclui o dentista.


Fonte: Clarissa Mello http://www.rocinha.org


sábado, 13 de novembro de 2010

Cigarro: Matou Mais do Que Guerras


Considerado doença pela Organização Mundial da Saúde, o tabagismo já matou mais de 100 milhões de pessoas. Atualmente, mata 3,5 milhões ao ano, número superior à soma das mortes provocadas pelo vírus da Aids, pelos acidentes de trânsito, pelo consumo de álcool, cocaína e heroína e pelo suicídio. Só no Brasil, morrem cerca de 200 mil pessoas em decorrência de doenças relacionadas ao fumo.

"O cigarro matou mais no século 20 que todas as guerras somadas: foram 100 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)", afirma Mario Cesar Carvalho, repórter especial da Folha de S.Paulo e autor do livro "Folha Explica Cigarro", editado pela Publifolha.

Ainda de acordo com Carvalho, "o cigarro provoca 26 enfermidades fatais (11 tipos de câncer, seis doenças cardiovasculares, cinco respiratórias e quatro pediátricas), encurta em cinco anos a vida de quem consome 15 cigarros por dia e causa uma dependência tão grave quanto a da heroína".

No título, o autor aponta dados estarrecedores sobre o tabagismo, conta a história da indústria do cigarro e mostra que o fumo é a maior causa de mortes evitáveis na história da humanidade. Saiba mais sobre o livro.

Leia trecho extraído do livro que explica por que o cigarro conquistou o mundo.


POR QUE O CIGARRO CONQUISTOU O MUNDO


O cigarro provoca 26 enfermidades fatais (11 tipos de câncer, seis doenças cardiovasculares, cinco respiratórias e quatro pediátricas), encurta em cinco anos a vida de quem consome 15 cigarros por dia e causa uma dependência tão grave quanto a da heroína. Por que, então, um quinto do planeta fuma?

A resposta mais freqüente atribui o vício à propaganda maciça. É claro que a publicidade ajudou o fumo a alastrar-se pelo mundo, e a indústria do cigarro é das que mais investem em propaganda. Mas acreditar que o fumante é um autômato movido a impulsos externos de desejo seria subestimar em demasia a inteligência humana.

Exatamente como ocorre com os detratores das drogas, os inimigos do fumo tentam esconder o óbvio - que o cigarro é prazeroso para quem fuma. Desvendar esse prazer é, talvez, o melhor atalho para entender por que o cigarro conquistou o mundo.

A "embriaguez" e o "torpor" provocados pelo fumo foram logo notados pelos primeiros cronistas que tiveram contato com a erva na América: o frei espanhol Bartolomé de las Casas (1474-1566), que ficou na ilha de Hispaniola (hoje República Dominicana e Haiti) entre 1502 e 1547, e o frei francês André Thevet (1502-90), que participou da tentativa frustrada da França de estabelecer uma colônia no Rio de Janeiro entre 1555 e 1565.

Las Casas descreve na Historia de las Índias, publicada pela primeira vez em 1825, o uso que índios e espanhóis faziam do fumo:

São ervas silvestres secas, envolvidas por determinadas folhas também secas, na forma de bombinhas que os meninos fazem por ocasião do Pentecostes. Aceso em uma ponta, é sugado na outra, ou o inalam, ou, com a respiração, recebem em seu interior essa fumaça com que amortecem a carne e quase se embriagam.

Desse modo dizem não sentir fadiga. Essas bombinhas, ou como quer que a chamemos, são chamadas por eles de tabacos [tabacs]. Conheci espanhóis em Hispaniola que se acostumaram a usá-los e que, depois que os repreendi, dizendo que era um vício, responderam que não conseguiam parar de usá-los. Não sei que sabor ou gosto encontram naquilo [22].

Thevet não esconde seu espanto com o efeito do tabaco, chamado pelos índios de "petum":

Depois de colher o petum com todo o cuidado, os selvagens secam as folhas à sombra, dentro de pequenas cabanas. O uso que fazem desta planta é o seguinte: depois de estar seca, envolvem certa quantidade dela numa folha de palmeira bem grande. Esta, depois de enrolada, fica do tamanho do círio [vela, geralmente de tamanho grande].

A seguir, acendendo uma das pontas, aspiram a fumaça pelo nariz e pela boca. Dizem os selvagens que esta planta é muito saudável, servindo para destilar e consumir os humores supérfluos do cérebro. Utilizado dessa maneira, o petum faz cessar a fome e a sede durante algum tempo. Por isso, usam-no com freqüência, mormente quando têm algum assunto a discutir.

Enquanto um traga a fumaça, o outro fala, e assim vão fazendo sucessivamente enquanto discutem. Mas as mulheres não usam jamais o petum. Na verdade, quando se aspira por muito tempo essa fumaça aromática, sente-se um certo atordoamento ou embriaguez, semelhante à provocada pelos eflúvios de um vinho forte.

Os cristãos que vivem hoje em dia nessa terra tornaram-se grandes apreciadores desta erva aromática. No princípio, entretanto, seu uso não é destituído de perigo, pois a fumaça, até que a pessoa se acostume com ela, produz suores e fraquezas, chegando mesmo a provocar síncopes, conforme eu mesmo experimentei [23].

O fumo provoca síncopes porque é um estimulante leve. Após uma tragada, a nicotina demora de sete a 19 segundos para chegar ao cérebro - normalmente, são nove segundos, tempo-recorde quando comparado ao de outras drogas.

No cérebro, a nicotina imita a ação de um neurotransmissor chamado acetilcolina, cuja função é fazer a comunicação entre os neurônios. Ao encaixar-se nos receptores de acetilcolina, a nicotina estimula essas células a produzir mais dopamina, um neurotransmissor ligado à sensação de prazer. É por isso que o cigarro é prazeroso.

O aumento dos níveis de dopamina está associado a várias compulsões, por sexo, comida, jogos ou nicotina. Esse neurotransmissor age numa região do cérebro chamada mesolímbica, ligada ao prazer, à motivação e à gratificação. O mecanismo é extremamente complexo, mas seu princípio é simples: todos querem repetir experiências capazes de provocar prazer.

Quem fuma um maço por dia verá esse circuito repetir-se 73 mil vezes por ano, estimando-se que cada cigarro seja consumido em dez tragadas. Que outra droga provoca 73 mil vezes a sensação de prazer num ano? Nenhuma. Por isso o cigarro causa dependência tão profunda - 80% dos que tentam abandoná-lo fracassam na empreitada.

A sensação de prazer é verdadeira, mas a impressão de que o cigarro acalma, relaxa e funciona como estabilizador do humor é tão falsa quanto uma nota de R$ 3. Na verdade, a sensação de relaxamento ocorre porque a nicotina agiu sobre um mecanismo que ela própria criou - o da dependência.

Ao tragar um cigarro, o fumante acalma-se porque estava em crise de abstinência. A nicotina que ele consumira já se dissipou no organismo. Aí, começam os sintomas da falta de nicotina - uma ansiedade que parece saltar pela boca, como se fosse sólida, acompanhada de irritação, nervosismo e incapacidade de concentrar-se.

Quando se aspira o cigarro, a crise de abstinência é interrompida, e tem-se a sensação de relaxamento. Estritamente falando, a nicotina não acalma nem estabiliza o humor. Ela só alivia os sintomas provocados por sua própria falta; é a cura para um mal que ela própria criou. É uma platitude, mas quem nunca fumou não tem crise de abstinência.

Fuma-se durante os picos emocionais - seja de excitação, seja de depressão - porque os sintomas desse gênero de crise são muito parecidos com os da ansiedade.

Em 1971, Paul Nesbitt, estudante da Columbia University, anunciou a descoberta de um paradoxo: como é possível que o cigarro relaxe e, ao mesmo tempo, mantenha o fumante mais alerta? Vinte e sete anos depois, o psicólogo inglês Andy Parrot, professor da Universidade de Londres, propôs uma resposta para o suposto paradoxo.

Segundo Parrot, a queda no estado de alerta do fumante e o aumento da irritação são conseqüências da abstinência. Na visão do psicólogo inglês, o paradoxo de Nesbitt flagra o fumante em plena crise. A mudança de humor quando se acende um cigarro é temporária. Para Parrot, o fumo não provoca "ganhos reais" no relaxamento e no estado de alerta [24].

Por que, então, os fumantes dizem sentir-se mais inteligentes quando acendem um cigarro? E por que quem pára de fumar reclama de lentidão no raciocínio, como se tivesse emburrecido subitamente?

Nenhum estudo até hoje conseguiu provar que o tabaco melhore a acuidade mental e a capacidade de concentração, ao contrário do que alegam os fumantes.

O que parece certo é que o fumo ajuda trabalhadores em tarefas que são repetitivas ou que exigem concentração. A nicotina funcionaria como uma espécie de gaiola que isola o fumante do meio ambiente, deixando luzes e sons do lado de fora. Essa característica, ainda não explicada cientificamente, já virou folclore em certas profissões, como entre os controladores de tráfego aéreo, por exemplo, quase sempre fumantes inveterados.

O fumo, até onde a ciência conseguiu determinar, traz um único benefício real - ele queima calorias. Por isso, os fumantes são geralmente mais magros. As estimativas variam de menos 3,175 quilos (segundo estudo feito na Temple University) a menos um quilo (num levantamento feito por pesquisadores japoneses e americanos).

O fumo emagrece porque a nicotina acelera o metabolismo. Essa aceleração fica claríssima quando se analisa um ex-fumante: em média, ele consome 8% menos oxigênio do que quando fumava, e seu batimento cardíaco diminui 5% [25].

O cigarro talvez tenha conquistado o mundo não por seus efeitos fisiológicos, mas pelo simbolismo que carrega.

Ele é o mais ocidental dos símbolos da passagem da infância para um mundo mais autônomo. Não é à toa que o consumo de cigarros entre adolescentes cresce mesmo em países onde o uso entre adultos está em queda acelerada, como nos EUA e na Inglaterra, por exemplo.

Para as mulheres, o cigarro funcionou como poderoso aliado para a emancipação. O engraçado é que ele só virou acessório chique para as mulheres graças a um golpe mercadológico. No final dos anos 20, Edward Bernays, um sobrinho de Freud que tinha idéias diabólicas de marketing, constatou que as poucas mulheres que fumavam o faziam em casa, escondidas, como se o cigarro fosse a ante-sala da depravação - e era mais ou menos assim que as fumantes eram vistas.

Para quebrar a resistência a fumar em público, Bernays contratou moçoilas magérrimas para desfilar com um cigarro nos dedos. Junto com a imagem, espalhou o boato de que cigarro era dietético. Fez tudo isso como funcionário da American Tobacco. "Troque o doce por um cigarro", recomendava um dos anúncios da empresa à época.


Hollywood se encarregou do resto


Foi o cinema que difundiu o cigarro como acessório sensual, quase um passaporte para um mundo libidinoso. Uma das imagens mais deliciosas aparece em Gilda (1946). Numa das cenas, a curvilínea Rita Hayworth, que fumava na vida real, rebola e traga em ritmo indolente num bar, vestida com um tomara- que-caia, enquanto a fumaça do cigarro ascende em nuvens ralas ao céu. Foi o fetiche de várias gerações, tanto de homens quanto de mulheres.

Humphrey Bogart foi a versão masculina desse fenômeno. A partir de Casablanca (1942), todos os homens queriam fumar como a personagem Rick: o filtro é preso, não entre o dedo indicador e o médio, como fazem os fumantes comuns, mas entre o polegar e o indicador, como se os dedos fossem garras de uma ave. O cigarro não ficava no centro dos lábios; era dependurado no canto da boca.

Com esses deslocamentos mínimos, Bogart criou uma nova categoria de fumante - o durão, cínico e charmoso, que esgrima com o cigarro como se este fosse um falo para apresentar ao público. Para o mundo simbólico, cigarro já não era só cigarro. O ensaísta americano Richard Klein arrisca uma hipótese para o simbolismo do fumo no filme:

"Os cigarros em Casablanca podem ser máscaras por trás das quais homens assustados escondem suas dúvidas, covardias, hesitações e impotência. O cigarro esconde o medo por trás de uma pose agressiva, pose que expressa desprezo pelo medo e pela fraqueza dos outros" [26].

(Bogart morreu em 1957, de câncer no esôfago causado pelo fumo. Se fossem reunidas num filme, as vítimas do tabaco em Hollywood formariam um elenco jamais visto: John Huston, Gary Cooper, John Wayne, Robert Mitchum, Vincent Price, Bette Davis, Walt Disney, Steve McQueen, Spencer Tracy, Clark Gable, Boris Karloff, Buster Keaton, Groucho Marx, Lee Marvin, Sammy Davis Jr., Errol Flynn, Yul Brinner, Bob Fosse, Lana Turner e Melina Mercouri. Duke Ellington e Sarah Vaughan, vítimas de câncer do pulmão, poderiam assinar a trilha sonora.)

O simbolismo do cigarro pode parecer matéria de interesse exclusivamente acadêmico, mas ele é, depois da nicotina, o maior alimentador da dependência. O cigarro vira componente dos rituais diários: fuma-se logo depois do café, fuma-se quando se começa a escrever ou quando não se consegue escrever, fuma-se quando nosso time está perdendo ou quando está ganhando

O filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905-80) relata sua história de dependência em O Ser e o Nada, num dos mais belos textos sobre o mundo simbólico do cigarro:

Há alguns anos, decidi parar de fumar. O início foi duro e, na verdade, eu não me preocupava tanto por perder o gosto do tabaco quanto por perder o sentido do ato de fumar. Produziu-se toda uma cristalização: eu fumava nas casas de espetáculo, ao trabalhar pela manhã, à noite depois do jantar, e parecia-me que, deixando de fumar, eu iria privar o espetáculo de seu interesse, o jantar de seu sabor, o trabalho matinal de seu frescor e vivacidade.

Qualquer que fosse o acontecimento inesperado que irrompesse aos meus olhos, parecia-me que, fundamentalmente, ele ficaria empobrecido a partir do momento em que não mais pudesse acolhê-lo fumando. [] Parecia-me que tal qualidade seria por mim exterminada e que, no meio desse empobrecimento universal, valia um pouco menos a pena viver.

Pois bem: fumar é uma reação apropriadora destruidora. O tabaco é um símbolo do ser "apropriado", já que é destruído ao ritmo de minha respiração []. Para manter minha decisão de parar, tive de realizar uma espécie de escristalização, ou seja, sem exatamente perceber, reduzi o tabaco a si mesmo: uma erva que queima; suprimi seus vínculos simbólicos com o mundo; convenci-me de que não estaria subtraindo nada do teatro, da paisagem, do livro que estava sendo, se os considerasse sem o meu cachimbo; isto é, finalmente, percebi haver outras maneiras de possuir esses objetos, além dessa cerimônia de sacrifícios [27].


Fonte: "O Cigarro"
Autor: Mario Cesar Carvalho
Editora: Publifolha


Referências: 


22 Klein, op. cit., p. 29.
23 André Thevet, Singularidades da França Antártida, Que Outros Chamam América. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1978; p. 110.
24 Kluger, op. cit., p. 419-20; Andy Parrot, "Nesbitt"s Paradox Resolved: Stress and Arousal Modulation During Cigarette Smoking". Addiction, 1998, 93 (1); p. 27-39.
25 "The Health Consequence of Smoking: Nicotine Addiction", no relatório do Ministério da Saúde dos EUA de 1998, p. 414-41. O site www.cdc.gov/tobacco/sgrpage.htm tem uma versão do texto.
26 Klein, op. cit., p. 226.

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